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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

O QUE DIZ O IPCC

Os especialistas do IPCC, patrocinados pela ONU, pedem mais eficiência no uso da energia e defendem a utilização de formas renováveis de produção energética, com menos uso dos combustíveis fosseis (petróleo, gás natural e carvão).

O IPCC elaborou uma síntese de cerca de vinte páginas que vai servir de referência cientifica para os próximos anos, trata-se do chamado “Sumário para os agentes políticos”.

O que se segue é uma síntese por tópicos deste “Sumário”:

AVALIAÇÃO CIENTÍFICA

1- As mudanças climáticas são "irreversíveis" e as emissões de gases de efeito estufa provocadas pelas actividades humanas (principalmente pelo gás, o carvão e o petróleo) são responsáveis (em 90%) pelo aumento das temperaturas nos últimos 100 anos (+0,74º C). O CO2 lançado até agora pelas actividades humanas permanecerá ainda por muitos anos na atmosfera, com efeitos para o clima global.

2- A temperatura mundial deve aumentar entre 1,1 e 6,4°C em relação a 1980-1999 até 2100, com um valor médio mais seguramente compreendido entre 1,8 e 4°C. O aquecimento será mais importante nos continentes e nas latitudes mais elevadas.

3- O nível dos oceanos poderá, segundo as previsões, subir de 0,18 m a 0,59 m no final do século em relação ao período 1980-1999.

4- Os calores extremos, ondas de calor e fortes chuvas continuarão sendo mais frequentes e os ciclones tropicais, tufões e furacões, mais intensos.

5- As chuvas serão mais intensas nas latitudes mais elevadas, mas diminuirão na maioria das regiões emersas subtropicais.

6- O aumento da temperatura foi duas vezes mais importante no Pólo Norte do que na média mundial nos últimos 100 anos, provocando o derretimento acelerado da camada de gelo.

PRINCIPAIS IMPACTOS

1- "A mudança climática antropogênico (de origem humana) e suas consequências podem ser repentinas ou irreversíveis".

2- Inúmeros sistemas naturais já estão afectados e os mais ameaçados são a tunda, as florestas setentrionais, as montanhas, os ecossistemas mediterrâneos e as regiões costeiras.

3- Até 2050, a disponibilidade de água deve aumentar nas latitudes elevadas e em certas regiões tropicais úmidas, mas a seque deve se intensificar nas regiões já afectadas.

4- 20 a 30% das espécies vegetais e animais estarão ameaçadas de extinção se a temperatura mundial aumentar de 1,5 a 2,5°C em relação a 1990.

5- A produção agrícola deve aumentar levemente nas regiões de médias e altas latitudes (frias) se o aumento da temperatura se limitar a menos de 3°C, mas poderá diminuir se ultrapassar esse limite. Nas regiões secas e tropicais diminuirão assim que ocorra um aumento local das temperaturas de 1 a 2°C.

6- A saúde de milhões de pessoas se verá sem dúvida afectada pela desnutrição, a morte e as enfermidades vinculadas às ondas de calor, inundações, secas, tempestades e incêndios.

7- Nas regiões polares vamos assistir à redução dos bancos de gelo. No polo norte, o banco de gelo poderá desaparecer antes do final do século XXI.

8- O aumento do nível do mar ameaçará as pequenas ilhas.

9- Na Europa, as inundações, a diminuição da camada de neve e as ondas de calor colocarão em perigo inúmeras actividades económicas.

ADAPTAÇÃO E POSSÍVEIS SOLUÇÕES

1 - De 1970 a 2004, a emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pela mudança climática, aumentaram 70% e, inclusive, 80% no caso do dióxido de carbono (CO2), o mais importante deles.

2 - Todos os sectores económicos estão envolvidos na redução dessas emissões até 2030.

3 - As medidas susceptíveis de limitar o aquecimento climático entre +2ºC e +2,5ºC, até 2100 em relação a 1990, terão um impacto inferior em menos dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030.

4 - As energias renováveis terão um papel cada vez mais importante depois de 2030, assim como as reservas de CO2. A actividade nuclear também desempenhará um papel crescente.

publicado por bali às 01:40
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