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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

O ÚLTIMO GRITO

 

Milhares de cientistas em todo o mundo estão de acordo: “o aumento do nível do mar é consistente com o aquecimento global”. E, onze anos (1995-2006) dos últimos doze estão registados como sendo os mais quentes desde que existem registos climatéricos.

 

Foi apresentado e aprovado, em Novembro, numa reunião em Valência, Espanha o quarto relatório do IPCC, (como é conhecido na sigla em Inglês o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

 

Este relatório sublinha que tudo o que foi previsto nos documentos anteriores está já a acontecer. Assim os efeitos do aquecimento global estão-se a dar de modo mais rápido do que foi previsto e o anteriormente foi projectado para 2020 e 2030 já está a acontecer.


dados IPCC

”As emissões globais de gases de efeito de estufa devido a actividades humanas cresceram desde os tempos pré industrias”, sublinha o relatório. E, essas emissões aumentaram 70 por cento, entre 1990 e 2004, e esta subida faz prever que a temperatura também possa aumentar, no cenário mais dramático, mais 6,4 graus centígrados até ao final da década.

 

Se muitos cientistas consideram que acima dos dois graus o planeta ficaria numa posição pouco sustentável - e é para atingir esse patamar que a Europa quer trabalhar -, imagine-se o que poderia acontecer no pior dos casos com quase 7 graus de aumento da temperatura.

 

Na comunidade científica, o consenso está praticamente instalado: o aumento da temperatura agravará os fenómenos climáticos extremos: mais cheias, secas, ondas de calor, furacões e o degelo das calotes polares, responsável pela subida do nível do mar.

 

É por isso que o relatório diz que “o aumento do nível do mar é consistente com o aquecimento global”. A taxa passa de 1.8 mm por ano, em 1961, para 3.1 mm, em 1993.

 

Por outro lado a frequência de acontecimentos de forte precipitação aumenta na maioria das áreas do globo e de 1900 a 2005 os registos de pluviosidade cresceram em zonas como a Europa de Leste e a América do Sul, a Europa do Norte e a Ásia Central. Mas, em regiões como o Mediterrâneo, o Sahel, o Sul da África e o Sul da Ásia, a chuva está a escassear.

 

Com isto, “30 por cento da biodiversidade pode estar em risco”, destaca o relatório do IPCC..

 

O relatório sublinha também que já existem mecanismos e instrumentos disponíveis para lutar contra o problema do aquecimento global, embora impliquem gastar todos os anos milhares de milhões de euros. Mas acrescenta que, neste combate, não chega encontrar formas de mitigação da poluição, há que implementar medidas concretas de adaptação, pois as secas, as cheias, as inundações das zonas costeiras acontecerão mesmo que as emissões caiam abruptamente.

 

REACÇÕES

 

Mas mais do que validar dados científicos já expressos em relatórios anteriores e reafirmar que há 90 por cento de certezas de que as mudanças no clima se devem às actividades humanas, este documento síntese é uma ferramenta de trabalho essencial para o que aí vem. E foi esta a mensagem que o secretário-geral da ONU quis sublinhar. "Hoje os cientistas falaram de forma clara e a uma só voz. Espero que em Bali os políticos façam o mesmo", disse Ban Ki-moon, referindo-se ao encontro da Conferência das Partes, que decorre na Indonésia.

 

Ban Ki-moon considera que o relatório do IPCC traz respostas para muitas questões políticas e que o mundo se deve unir para encontrar um sistema que substitua o protocolo de Quioto, cuja vigência termina em 2012.

As reacções às conclusões dos cientistas não se fizeram esperar. O comissário europeu do Ambiente apressou-se a pegar nas palavras dos peritos para exigir medidas concretas em Bali, enquanto o primeiro-ministro britânico colocou o desafio do aquecimento global não só como uma ameaça ao ambiente mas também à paz e ao desenvolvimento mundial. Até porque, também aqui, serão os mais pobres a sofrer as consequências mais graves.

 

O quarto relatório do IPCC foi revisto por 2500 cientistas e participaram 450 autores de 130 países.

 

publicado por bali às 01:54
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