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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

DIA GLOBAL DE ACÇÃO PELO CLIMA

Ana Rita Antunes (Quercus em Bali)
Enquanto as negociações na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas continuam para conseguir o Mandato de Bali, a sociedade civil organiza-se hoje, dia 8 de Dezembro, um pouco por todo o mundo, para assinalar o 3º Dia de Acção contra o Aquecimento Global.
Hoje, em mais de 60 países, este dia é assinalado das mais diferentes formas – marchas, feiras, conferências e até corridas de bicicletas. A forma é diferente, a mensagem é uma: a altura de agir contra o aquecimento global é AGORA!
Aqui em Bali as organizações não governamentais locais organizaram vários eventos, em Denpasar. Um workshop virado para a comunidade sobre alterações climáticas onde as populações locais podem colocar dúvidas e uma festa cultural sobre justiça climática que pretende mostrar a importância da solidariedade global na resolução deste problema. Ontem em Lisboa, a Greenpeace e a Quercus juntaram-se numa acção em Lisboa para alertar para os problemas da desflorestação e alertar os delegados da Conferência neste lado do planeta.
Espera-se que a mensagem enviada pelos milhares de pessoas que hoje saíram à rua seja suficientemente clara e mostre aos negociadores como é necessário um resultado positivo desta Conferência.
O mundo está cuidadosamente a acompanhar os desenvolvimentos (ou não) aqui em Bali.
publicado por bali às 10:03
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SAIBA TUDO SOBRE A CONFERÊNCIA DE BALI SEM CÁ ESTAR

Francisco Ferreira (Quercus em Bali)
Para quem tenha curiosidade em seguir a pressão das organizações não governamentais de ambiente (ONGAs), os relatórios síntese das negociações feitos por uma entidade independente e a enorme quantidade de eventos paralelos que decorrem na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, podem fazê-lo online, longe de Bali, com muito menos emissões, aqui vão as principais publicações:
ECO – sai todos os dias de manhã e é da autoria das ONGAs, sendo o conteúdo decidido na reunião que tem lugar com as associações de ambiente presentes no dia anterior e está online em http://www.climatenetwork.org/eco/bali-ecos.
ENB – o Earth Negotiations Bulletin também sai pela manhã reportando as negociações do dia anterior e é editado pelo International Institute for Sustainable Development e está online em várias línguas em http://www.iisd.ca/climate/cop13/.
ENBS – o Earth Negotiations Bulletin On The Side também sai pela manhã reportando os eventos paralelos que são conferências de organizações, de cientistas, de países, todos os seminários que têm lugar geralmente a ver com um papel de divulgação e como são marcados com muita antecedência antes do início da conferência não estão directamente relacionados com a http://www.iisd.ca/climate/cop13/enbots/.
publicado por bali às 07:55
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ÁFRICA SECA

 

Cerca de 30 por cento da superfície terrestre poderá ser afectada por seca extrema em 2090, de acordo com dados de um relatório da ONG Oxfam sobre os efeitos do aquecimento global em África.
 
O relatório intitulado: "África: com água até ao pescoço?", apoia-se nos modelos de investigação do Hadley Centre for Climate Prediction and Investigation, do Reino Unido.
 
O modelo matemático usado permite concluir que a percentagem da superfície terrestre afectada por seca extrema passou de um para três por cento em menos de uma década, e prevê-se ainda que os números aumentem para oito por cento até 2020 e para cerca de 30 por cento em 2090.
 
Em 2090, metade da superfície da Terra será afectada por seca moderada, severa ou extrema, prevendo-se também que os períodos de seca aumentem a sua duração.
 
A Europa, América do Norte, Rússia, Ásia Central, Norte e Sul de África, Amazónia e América Central são algumas das regiões do globo referidas no relatório que sentirão os efeitos da seca em áreas de cultivo de cereais.
 
Por outro lado, as regiões do centro e Este do continente africano, assim como as regiões costeiras da África Ocidental, a China e Ásia Oriental são alguns dos pontos que se tornarão mais húmidos.
 
Quanto ao aumento da temperatura média do planeta, o relatório refere que o continente africano está hoje 0,5ºC mais quente que há cem anos atrás, o que provoca uma pressão acrescida sobre os recursos hídricos. 
 
Todos estes factos fazem prever que em meados deste século o mundo se veja confrontado com a realidade dos refugiados ambientais.
 
O relatório considera que África é "provavelmente o continente mais vulnerável aos efeitos negativos das alterações climáticas", devido a factores como a pobreza, conflitos, doenças, os problemas governamentais, a dívida aos países ricos, entre outros. 
 
O FUTURO
 
Promover a agricultura sustentável deveria tornar-se uma prioridade para África, uma vez que as estimativas apontam para uma redução em 10 por cento nas colheitas, em consequência das alterações climáticas.
 
No Sudão, por exemplo, estima-se que o milho tenha quebras na produção até 76 por cento, e o sorgo, uma planta usada para produzir farinha, poderá sofrer quebras até 82 por cento.
 
Em África, 70 por cento da população activa depende da agricultura como meio de subsistência, uma actividade que contribui para 40 por cento do Produto Interno Bruto do continente.
 
Por outro lado, as chuvas instáveis e os seus efeitos negativos para as colheitas são responsáveis pelo agravamento dos casos de subnutrição, o que acelera os efeitos negativos das doenças. 
 
Estima-se que no final do século na África subsahariana possam vir a morrer 182 milhões de pessoas em consequência de doenças associadas às alterações climáticas. 
 
A Oxfam recomenda ainda à comunidade internacional que adopte "medidas urgentes" que permitam combater "a ameaça das alterações climáticas ao desenvolvimento humano em África". 
 

Limitar as emissões de gases com efeitos de estufa dos países ricos; alargar o Protocolo de Quioto com o objectivo de reforçar os esforços internacionais depois de 2012; apoiar a adaptação às alterações climáticas, um processo com custos gerais estimados entre os 10.000 milhões e os 40.000 milhões de dólares por ano, dar poder às comunidades pobres para que sejam parte da solução no combate às alterações climáticas e combater a pobreza são as principais recomendações apresentadas no relatório, que pode ser consultado no site da Oxfam, em inglês.

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publicado por bali às 00:07
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"PEGADA DE CARBONO" NOS RÓTULOS DOS PRODUTOS À VENDA NA UE

 
O Parlamento Europeu quer que sejam introduzidas normas e esquemas de rotulagem comuns na UE sobre as implicações de diferentes produtos em termos de gases com efeito de estufa, inclusive nas fases de produção e de transporte, como parte de uma política mais alargada de informação dos consumidores, proporcionando assim a oportunidade de estes contribuírem para a redução das emissões de CO2 (dióxido de carbono).
 
Esta posição é defendida no relatório sobre comércio e alterações climáticas, aprovado a  semana passada em plenário por 541 votos a favor, 46 contra e 19 abstenções.
 
É preciso "elevar o grau de sensibilização da opinião pública para a totalidade dos custos ambientais dos produtos destinados a consumo", salientam os eurodeputados, exortando a Comissão e o Conselho a proporem medidas para a disponibilização de informações sobre a energia consumida e os gases com efeito de estufa emitidos durante o fabrico e o transporte dos produtos colocados à venda na UE, como é o caso da proposta avançada pelo Governo britânico para serem introduzidos rótulos com a menção da chamada "pegada de carbono", que dá a conhecer o nível de emissões de CO2 causado pela produção, pelo transporte e pela eventual reciclagem de um produto.
 
O relator, o deputado dos Verdes franceses, Alain LIPIETZ, dá como exemplo as propostas do tipo "Food miles" (em função da distância percorrida por um produto), para incitar os consumidores a comprar localmente: "Para um consumidor britânico, uma costeleta de borrego neozelandês fica mais cara em GEE [gases com efeito de estufa] do que uma costeleta inglesa, se for transportada de avião; se for transportada por navio, não fica. Logo, é o teor em GEE que tem de ser avaliado".
 
O PE solicita a criação de incentivos à produção, através da concessão de ajuda estatal ou comunitária, e a utilização, mediante redução do IVA, de produtos que contribuam para reduzir as emissões de CO2.
 
Reduzir as barreiras ao comércio verde
 
O relatório sublinha a necessidade de reduzir as barreiras ao "comércio verde", suprimindo, por exemplo, as tarifas alfandegárias sobre os "produtos verdes" a nível da OMC (Organização Mundial do Comércio), reformulando as normas relativas aos direitos de propriedade intelectual, facilitando a entrada no mercado de tecnologia verde através da inclusão das preocupações ambientais nas garantias de crédito à exportação e abolindo incentivos perversos e distorções do mercado, tais como os subsídios aos combustíveis fósseis.
 
De acordo com os eurodeputados, são necessárias "mudanças substanciais" na política comercial da UE, para incentivar a produção local como meio de atenuar as necessidades de transporte, e uma cooperação tecnológica mais intensa com os países emergentes e em desenvolvimento, particularmente, o Brasil, a China e a Índia, a fim de permitir que esses países integrem a defesa do ambiente nas suas políticas.
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publicado por bali às 00:04
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