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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007

CANADÁ SÓ ACEITA PÓS QUIOTO SE EUA ENTRAREM

o ministro John Baird

 

O ministro do Ambiente do Canadá recusa assinar um novo acordo para a redução de GEE (Gases de Efeito de Estufa) se os Estados Unidos não o integrar.
 
Entrevistado pela agência noticiosa Canadian Press antes de partir para Bali, Indonésia, para participar no segmento ministerial da Conferência das Nações Unidas para as Alteraçöes Climáticas, o ministro John Baird, admitiu a possibilidade de se concluir em 2009 um novo acordo internacional com vista a redução dos gases poluentes.
 
Mas, avisou que o novo tratado que suceder ao Protocolo de Quioto deve fixar, pela primeira vez, metas de redução para os países maiores emissores de GEE, o que inclui a China que não entra em Quioto e os EUA que se excluíram de cumprir o protocolo.
 
Baird utilizou uma analogia militar para explicar que o Canadá seria prejudicado se aceitasse limites ambientais se o país vizinho e principal parceiro comercial não seguisse os mesmos passos: "Pode fazer-se um desarmamento unilateral. Alguns poderão chamar-lhe [um gesto] nobre, mas não é necessariamente esperto", argumentou. 
     

No âmbito no Protocolo de Quioto, subscrito por Otava, o Canadá comprometeu-se a reduzir entre 2008 e 2012 as suas emissões de gases com efeito em seis por cento face aos níveis de 1990.

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publicado por bali às 23:58
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CLIMA - DUAS SURPRESAS, UM EMPECILHO E UMA DÚVIDA

2007 é o ano do clima por boas e más razões. Apesar do Verão ameno em Portugal, tudo indica que este venha a ser o ano mais quente à escala global desde que há medições fiáveis. É um ano onde os dados científicos, as reuniões, os prémios, marcaram definitivamente as alterações climáticas como o maior problema que a humanidade enfrenta e enfrentará. O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), Prémio Nobel da Paz a par com o responsável político que mais tem alertado para a questão e estará na Conferência de Bali esta semana – AlGore - elaborou o seu 4º relatório. Este relatório só peca por ser conservador face aos impactes que os últimos dados publicados que mostram existir uma maior aceleração da alteração climática que a identificada e consensualizada pelo Painel. As Nações Unidas dedicaram uma sessão especial ao tema. A opinião pública, nomeadamente através de milhares e milhares de pessoas que se uniram este sábado num Dia Global pelo Clima, pressiona cada vez mais para a necessidade de acção. A economia do carbono é já uma realidade. A Conferência das Nações Unidas deste ano em Bali já integra uma reunião com governantes desta área, tocando um aspecto fundamental que é a redução de barreiras fiscais à transferência de tecnologia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Porém, a resposta política tem sido de uma lentidão exasperante. É preciso responder a desafios encarados como possíveis de ultrapassar pelo IPCC e já consensualizados em anteriores reuniões, nomeadamente a necessidade de uma redução entre 25 e 40% das emissões dos países desenvolvidos até 2020 com reduções bem maiores à escala global para 2050, o limitar o aquecimento global a 2 graus centígrados acima do valor da temperatura na era pré-industrial, o assegurar um pico de emissões em 2015 seguido de um declínio e o assegurar do apoio aos países em desenvolvimento à adaptação a uma nova realidade climática.
Em Bali, o objectivo não deve ser só o de iniciar um processo que tem de estar terminado em 2009 para continuar Quioto depois de 2012. São precisas metas de redução mais ambiciosas para os países desenvolvidos e compromissos menos exigentes, para os países em desenvolvimento. É preciso garantir também que a forma e o conteúdo do processo sejam ambiciosos e abertos, em particular aos EUA, que até 2009 não conseguirão aderir formalmente a Quioto, mesmo com uma diferente administração. É importante que a negociação nos próximos dois anos prossiga de forma coordenada entre todos os países da Convenção e os que ratificaram Quioto.
A semana que passou teve duas grandes surpresas: a adesão da Austrália cujo novo Primeiro-Ministro recém-eleito fará a sua primeira deslocação internacional a Bali e a abertura, motivação e flexibilidade negocial da China, consciente da sua responsabilidade nesta área, e onde em termos negociais, a questão da tecnologia assumiu particular relevância. O empecilho, claro está, continuam a ser os EUA numa atitude de espera e repetindo o seu desejo de compromissos voluntários que têm levado a algumas tentações de Japão e Canadá a discursos próximos para não os afastar. Por contraste, o Congresso dos EUA na passada semana tomou a decisão histórica de aprovar legislação para criar limites obrigatórios para emissões do país. A legislação segue agora para o Senado.
No que respeita a Portugal, as dúvidas permanecem porque a teoria e a prática, a realidade e as previsões, são nalguns casos tão contraditórias que é complicado perceber como estamos em termos de cumprimento de Quioto. A par do elogio ao investimento na energia renovável, nem sempre com os cuidados devidos em termos de sustentabilidade, as grandes obras de construção civil, altamente consumidoras materiais e energia estão de volta: quilómetros e quilómetros de novas estradas, muita construção de novos edifícios, o novo aeroporto de Lisboa, a alta velocidade, o plano nacional de barragens com substanciais impactes na biodiversidade. Algumas destas obras contribuirão no longo prazo para uma redução das emissões, mas em termos de ciclo de vida a contabilização é bem mais desfavorável do que se anuncia e nalguns casos, como as estradas, é só mais um estímulo a usar mais o automóvel. O preço do petróleo tem tido um papel muito mais importante na redução de emissões do que as políticas de redução previstas para o sector.
O que não deixa de ser curioso, são as notícias contraditórias que surgem. Que o cumprimento de Quioto será um facto não há dúvida porque é uma obrigação. Agora, o nível de emissões e os custos é que são de uma incerteza atroz. O relatório de monitorização do Plano Nacional sobre Alterações Climáticas relativo ao primeiro semestre de 2007 não é nada animador. A Agência Europeia de Ambiente, já integrando dados como o recente corte da Comissão Europeia à emissão das principais indústrias, medidas adicionais, uso de sumidouros florestais e mecanismos de Quioto, diz que Portugal em 2010 ficará 4% abaixo do limite de subida de 27% das emissões em relação ao ano base de 1990, sendo que 9,5% do valor corresponde aos mecanismos de Quioto. Porém, na passada semana soube-se que o Fundo de Carbono para cobrir esta componente atingirá em 2007 no máximo metade do previsto. Os últimos dados relativos a 2005 apontam para 45% de emissões acima do ano base de 1990.
Não deixa de ser surpreendente e merecer elogios o Ministro da Economia ter marcado uma nova meta para Portugal, com uma redução de 80% das nossas emissões entre 1990 e 2050. Para além desta visão de longo prazo, é preciso olhar para 2008-2012 e também para 2020 com reduções na Europa entre 20 a 30%.

Em Bali, daqui a uns dias, saberemos quão optimistas poderemos estar.

Artigo de opinião de Francisco Ferreira publicado em 10 de Dezembro no jornal "Público"

publicado por bali às 11:34
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ANIVERSÁRIOS QUASE CONJUNTOS – DIREITOS HUMANOS E QUIOTO

 

Ana Rita Antunes (Quercus em Bali)

 

Hoje é dia de aniversários quase a dobrar: faz anos a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DHDU) e o Protocolo de Quioto quase que também faria, não fosse ser apenas consensualizado na madrugada japonesa e a data oficial ter ficado o 11 de Dezembro. Em 1948 era aprovada a DHDU nas Nações Unidas. Em 1997 era aprovado e assinado o Protocolo de Quioto.
 
Dentro do Protocolo de Quioto estão previstos mecanismos para que os países desenvolvidos ajudem os outros países num desenvolvimento que se chama agora de mais sustentável. Como? Através dos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (CDM, sigla do inglês Clean Development Mechanisms), transferindo tecnologia e conhecimentos tecnológicos dos países que os têm para os outros, transferindo verbas, descobrindo formas de não ser lucrativo nem necessário a desflorestação. Tudo isto está previsto no Protocolo de Quioto, mas tal como a DUDH por melhores que as ideias sejam, precisamos de homens para as levar à prática.
 
O governo suíço propôs aqui em Bali a semana passada uma revisão dos CDM. Esta proposta é apoiada pelas ONG de Ambiente e Desenvolvimento. Mas para além de rever como melhorar o tipo de investimentos realizados ao abrigo destes mecanismos com a actual estrutura, é necessário uma reestruturação na forma em como os projectos são aprovados, com novos critérios de contabilização de redução de emissões. Nesta revisão também devem ser revistos os critérios de avaliação dos impactos sociais e ambientais dos projectos CDM e formas de prevenir violação de direitos humanos pela criação de um mercado de carbono.
 
O protocolo de Quioto pode ser também uma nova ferramenta para aquilo que a DUDH quer há 59 anos: um mundo mais justo, onde o respeito pelos direitos individuais e colectivos seja a base das relações humanas e onde seja atingido um nível de vida digno para todos. Vamos conseguir?
publicado por bali às 10:46
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QUERCUS REUNIU EM BALI COM SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO, DA INDÚSTRIA E DA INOVAÇÃO

Francisco Ferreira e Ana Rita Antunes (Quercus em Bali)
Francisco Ferreira (Vice-Presidente da Quercus) e Ana Rita Antunes (coordenadora da Quercus para a área da energia e alterações climáticas) reuniram ontem ao fim da tarde (domingo) com António Castro Guerra, Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e da Inovação e com o seu adjunto Pedro Jerónimo.
Trinta e dois governos incluindo doze ministros do comércio/economia tiveram uma discussão de dois dias iniciada no sábado ao fim da tarde e durante todo o dia de ontem reflectindo pela primeira vez sobre a necessidade de conciliação do aumento do comércio à escala mundial com a luta contra as alterações climáticas. Em causa estão desde os materiais, aos sistemas de produção, ao transporte numa lógica de globalização, incluindo ainda ideias sobre um estímulo a uma economia “mais verde”. António Castro Guerra assumiu a representação portuguesa, também no quadro da Presidência da União Europeia.
Um dos motivos da conversa entre a Quercus e o responsável governamental recaiu precisamente sobre um olhar para as questões das alterações climáticas no comércio mundial mais como uma oportunidade para tecnologias menos poluidoras, do que numa lógica de imposição de barreiras ao comércio, desde que traduzidas as externalidades associadas ao ciclo de vida dos produtos, nomeadamente na componente de transporte. Um aspecto fundamental foi precisamente o considerar que é necessário começar desde já a preparar o mundo para uma economia do carbono que a partir de 2020 deverá quase de certeza envolver a maioria da população mundial com metas de emissões de gases de efeito de estufa para os países desenvolvidos e para as economias emergentes. A Quercus aproveitou para elogiar à escala do governo Português a presença conjunta pela primeira vez do Secretário de Estado Adjunto para, a par do Ministro do Ambiente e do Secretário de Estado do Ambiente, acompanharem em conjunto a Conferência de Bali. Ao mesmo tempo está aqui em Bali a participar numa reunião com objectivos semelhantes o Secretário de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina.
No que respeita à reunião ministerial, a mesma decorreu num Hotel próximo do local onde tem lugar a Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas. A redução das emissões em 70 a 80 por cento até 2050 nos países desenvolvidos e a forte redução no aumento das emissões dos países em desenvolvimento terá um impacte substancial na economia global.
De acordo com o acompanhamento feito pela Rede Internacional da Acção Climática de que a Quercus faz parte, David Runnalls, Presidente do Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável caracterizou o Protocolo de Quioto como um investimento que obrigará definitivamente a uma mudança do nosso sistema energético, com um conjunto de conflitos por resolver, nomeadamente na integração de um preço futuro global para o carbono. O Banco Mundial considerou que o comércio de bens e serviços amigos do ambiente podem expandir entre 7 e 14% se houver a retirada de barreiras fiscais e/ou outras. O Banco considerou igualmente uma preocupação a deslocalização de indústrias de países desenvolvidos para países em desenvolvimento, em particular, China e Índia. O Ministro Australiano do Comércio (recém-eleito), considerou que o mercado de carbono é uma parte importante da solução. Propostas de penalização de bens intensivos em carbono pensadas nos EUA e na França foram também alvo de comentários.
A União Europeia e os EUA têm uma proposta pela positiva, no quadro dos acordos de Doha, que pretende eliminar barreiras comerciais a 43 bens e serviços amigos do ambiente. O Brasil, através do Ministro Brasileiro do Desenvolvimento comentou o facto de infelizmente desta lista o etanol, um biocombustível, estar fora da lista por ser considerado produto agrícola, enquanto que o biodiesel a partir da transformação de produtos vegetais já não tem esta classificação. O Presidente da Organização Mundial do Comércio, Pascal Lamy, deu, a par da chamada de atenção das associações de ambiente, grande relevo à questão dos transportes. O Director-Geral de Comércio da Comissão Europeia remeteu, como uma boa dose de precaução, para que primeiro se perceba o que a Conferência de Bali vai efectivamente implicar em termos de exigências de redução de emissões. O Japão curiosamente falou da necessidade de colocar os veículos híbridos na lista dos 43 bens anteriormente referidos. A China e a Índia reforçaram a ideia de que os países desenvolvidos devem assumir quanto antes as suas responsabilidades pelas alterações climáticas e que a avaliação per capita das emissões é fundamental na avaliação de toda a estratégia em termos de apoio tecnológico e de organização de comércio internacional.
O Reino Unido remeteu para o célebre Stern Report – sai mais barato agir já do que se continuarmos a poluir e tivermos que lidar com as consequências mais tarde…
publicado por bali às 10:02
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FIM DE SEMANA: 5 HORAS DE LAZER E A PREPARAÇÃO DA SEMANA CRÍTICA

Francisco Ferreira e Ana Rita Antunes (Quercus em Bali)
A noite sábado foi ocupada por um dos eventos habituais destas conferências e um dos melhores sucedidos – a festa organizada pelas organizações não governamentais. Com música autóctone e internacional, a festa prolongou-se pela madrugada dentro, e não se pense que em termos de decisões a festa não é relevante. É precisamente nestes eventos que delegados governamentais aproveitam para trocar ideias com as associações de ambiente de modo informal mas relevante para o próprio processo negocial, porque todos os participantes são bem-vindos. Os dois membros da Quercus em Bali, com um deles ainda a recuperar do jet-lag, abandonaram a festa pela meia-noite.
Domingo foi o dia de descanso oficial na Conferência das Nações Unidas em Bali. Descanso oficial não significa necessariamente que as actividades negociais estejam paradas. O centro de conferências esteve encerrado, não houve eventos paralelos, mas em muitos casos houve trabalho a fazer para preparar uma semana intensa com Primeiros-ministros, Ministros e Secretários de Estado, e conhecidos como AlGore, tendo as dezenas de organizações não governamentais tido uma reunião de estratégia durante toda a tarde.
Assim, a manhã de domingo foi e será mesmo o único tempo livre aproveitado durante toda a conferência para fazer uma curta visita cultural aos terraços de campos de arroz que marcam a paisagem de Bali, a Ubud – uma vila característica pelos seus trabalhos artísticos e pelo seu mercado e ainda a um dos mais importantes templos hindus. Dos 230 milhões de habitantes indonésios, a maioria são muçulmanos, mas 25 milhões da população total são hindus e vivem predominantemente em Bali. Bali está assim povoada de templos hindus com oferendas lá colocadas diariamente – cada casa tem o seu próprio templo, bem como cada povoação. Uma das curiosidades, na visita a um dos templos, foi o facto de verificar que aqui, para além dos quartos de muitos hotéis e salas de conferências, também os templos são iluminados por lâmpadas de alta eficiência (descubra-as na foto em cima) por razões económicas e ambientais (assim explicado pela guia). Um bom exemplo a seguir em países desenvolvidos como Portugal onde a fracção de lâmpadas incandescentes e de halogéneo ainda é demasiado grande.
Entretanto no final de sábado saía da Presidência da Conferência a primeira proposta de decisão com três opções políticas sobre o caminho a seguir pós-202 que vão marcar a discussão nos próximos dias, da mais inconsequente à mais determinante, esta última na linha do que as organizações não governamentais de ambiente e a União Europeia defendem. Mais tarde no blog explicaremos o que está em causa.
publicado por bali às 05:36
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DEDO NA FERIDA

 

Como se vai fazer o reforço da eficiência energética em Portugal? A pergunta é de Eduardo de Oliveira Fernandes.
 
Em relação aos objectivos da estratégia nacional para a energia, Oliveira Fernandes tem dito que a liberalização do mercado da energia e o enquadramento da concorrência "é o que os governos gostam de fazer", o reforço das energias renováveis "está mais ou menos", mas "ninguém sabe como se vai fazer o reforço da eficiência energética", é "como escrever cartas ao Pai Natal".
 
Eduardo Oliveira Fernandes é Professor catedrático da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), presidente da Agência de Energia do Porto e antigo secretário de Estado Adjunto do ministro da Economia do último governo de António Guterres.
 
O professor defende a adopção de sistemas que reduzam o consumo energético nos edifícios, uma mudança cultural nos hábitos dos cidadãos em relação à energia e um programa de subsídios para electrodomésticos mais eficientes do ponto de vista do consumo energético, que não seja "uma acção de marketing" da EDP.
 
De acordo com Oliveira Fernandes, Portugal tem espaço para um perfil energético próprio, adequado à sua escala e condições, que os consumidores de energia deverão dar lugar a "cidadãos de responsabilidade plena", que se eleja a eficiência energética como objectivo tecnológico, económico, fiscal, ambiental e cultural, acompanhado com energias renováveis de proximidade.
 
O professor do Porto lembra que no mercado é tão importante a procura como a oferta, sublinhando que o que geralmente se discute em relação às emissões de GEE (Gases de Efeito de Estufa) é do lado da oferta, e pergunta que medidas se estão a tomar do lado da procura.
 
Os dados do diagnóstico são claros: 85 por cento de dependência energética externa, com 60 por cento da energia proveniente do petróleo e 60 por cento da produção de electricidade de origem fóssil, e, os edifícios consomem 60 por cento da electricidade. 
       
Para Oliveira Fernandes o consumo de energia nos escritórios aumentou mais de 70 por cento nos últimos 10 anos.
 

Assim, só falta por em prática a Lei que até “está muito bem feita” referindo-se o professor à «importante obrigação de instalação de painéis solares em todos os edifícios”.

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publicado por bali às 00:17
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PROCURA DA ENERGIA CONTINUA A CRESCER

 

“A procura de energia deverá aumentar 50 por cento entre 2005 e 2030 e, com a situação actual, as emissões de GEE (gases com efeito de estufa) aumentariam 57 por cento”, esta análise pertence a Maria da Graça Carvalho.
 
Maria da Graça Carvalho é presidente do “Fórum da Energia: Novos desafios, novas respostas” e é conselheira para a Energia e Ambiente do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.
 
O aumento de 57 por cento aconteceria se nada for feito mas “num cenário em que se concretizem as políticas ambientais anunciadas, as emissões globais de GEE sobem 27 por cento”, salienta a especialista.
 
Para Maria da Graça Carvalho, "é extremamente importante" que outros países acompanhem a Uniäo Europeia nas medidas ambientais necessárias. 
     
De acordo com esta perita em Alterações Climáticas, ao contrário do que aconteceu durante muitos anos, as preocupações com o ambiente passaram a ser uma prioridade
da agenda política, destacando que 2007 é um marco para a União Europeia com a apresentação pela Comissão Barroso e aprovação pelo Conselho da Estratégia Europeia da Energia, que integra a questão da política energética com as Alterações Climáticas.
 
A estratégia, aprovada pelo Conselho em Março passado, prevê até 2020 uma redução de 20 por cento, face ao nível de 1990, das emissões de gases com efeito de estufa, percentagem que poderá ser aumentada para 30 por cento no âmbito de um acordo internacional global, sublinhou Maria da Graça Carvalho. 
     
Para a especialista, os objectivos da Europa, incluem um aumento de 20 por cento da eficiência energética, triplicar a utilização de energias renováveis para 20 por cento e exigir que a utilização de biocombustíveis nos veículos ascenda a 10 por cento até 2020. 
 

A consultora de Durão Barroso considerou que só será possível atingir as metas propostas com um grande esforço de investigação científica e desenvolvimento tecnológico na área da energia, aumentando o esforço financeiro nesta área, e apontou a "grande urgência em passar do discurso político para a prática".

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LISBOA E PORTO ENTRE AS CIDADES COM MAIORES RISCOS DE CHEIAS

 

As duas principais cidades do país estão no grupo dos centros urbanos com mais potencial de cheias devido às alterações climáticas e à consequente subida do nível do mar.
 
Um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento na Europa) alerta para os impactos das Alterações Climáticas no desenvolvimento urbano. O estudo analisa a exposição de pessoas e bens ao risco de cheias em 136cidades portuárias do mundo inteiro.

Uma maior concentração da população, as alterações climáticas, o retorno cíclico de uma grande cheia por século é este conjunto de circunstâncias fará das cidades portuárias em todo o Mundo locais de grandes perdas de pessoas e bens.
 
A OCDE traçou os cenários previsíveis para 2070 entrando em linha de conta com algumas variáveis. Lisboa e Porto surgem nessa listagem de risco, onde se inclui mais uma dezena de cidades portuárias europeias, algumas delas ainda mais ameaçadas.

Com e sem alterações climáticas, com ou sem grandes alterações económicas assim foram traçados diversos cenários para avaliar o que poderá acontecer às 136 cidades/regiões portuárias que têm pelo menos um milhão de habitantes e acentuarão o seu crescimento populacional.
 
Lisboa e Porto entraram neste cálculo da OCDE mas apesar de não estarem entre os cenários mais dramáticos traçados para 2070, a sua evolução demográfica e económica tenderá a acentuar as consequências humanas e materiais de cheias.

Mesmo com o clima de agora, se for projectado o crescimento económico e da população para 2070, o cenário seria gravoso para as duas cidades. Lisboa teria ameaçadas 79 mil pessoas e o Porto 19 mil. Em qualquer das projecções, o relatório entra em linha de conta com a hipótese do retorno de uma cheia das que ocorrem pelo menos uma vez em cada cem anos.

Em termos mundiais, a Ásia concentra a potencialidade do maior número de vítimas, enquanto algumas cidades dos EUA e da Europa concentram a riqueza em risco. Quanto a protecções, Londres, Tóquio e Amsterdão são as mais bem equipadas, até para a recorrência de cheias num período de mil anos.

A Índia e a China são e serão as que mais prejuízos de toda a ordem podem sofrer. No mapa do futuro, o crescimento populacional pode também pôr em risco cidades como Luanda.


O PIOR CENÁRIO

Num dos cenários previstos, em que se conjuguem as mudanças climáticas e aumento da população, as vítimas na região de Lisboa podem ascender a 90 mil e no Porto a 22 mil. Os danos económicos na primeira destas cidades cifrar-se-ão em 20 mil milhões de Euros de perdas e na segunda em mais de seis mil milhões.
 
CONCLUSÂO
 
Retirar as populações e as instalações produtivas dos leitos de cheias é referido pela OCDE como condição para minimizar consequências económicas e humanas. O documento cita casos de cidades portuárias, como Londres, Amsterdão e Nova Iorque, para frisar que medidas defensivas não impedem totalmente os prejuízos. Mas a antevisão é necessária, por exemplo, as barreiras no Tamisa para defender Londres demoraram 30 anos entre a decisão e a operacionalidade, conclui o relatório da OCDE que pode ser consultado no site da organização.
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INDONÉSIA JÁ SOFRE COM ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

 

A Indonésia, o maior arquipélago do mundo, perdeu 24 ilhas nos últimos anos, devido a catástrofes naturais e estragos ambientais.
 
Aproveitando a conferência de Bali sobre Alterações Climáticas o ministro dos assuntos Marítimos indonésio, Freddy Numberi, revelou que o número total de ilhas do arquipélago passou de 17.504 para 17.480.
     
A Indonésia, quarto país mais povoado do mundo, está particularmente ameaçada pelo aquecimento global.
 
"Os cientista previram que a Indonésia poderá perder pelo menos 2.000 ilhas até 2030", disse Freddy Numberi.
 
Quatro das ilhas desaparecidas foram arrasadas pelo maremoto de Dezembro de 2004, que fez cerca de 168 mil mortos no norte de Sumatra, acrescentou o ministro.
 

As outras vinte ilhas desapareceram devido a estragos ambientais e a efeitos da exploração humana.

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