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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

ÁFRICA SECA

 

Cerca de 30 por cento da superfície terrestre poderá ser afectada por seca extrema em 2090, de acordo com dados de um relatório da ONG Oxfam sobre os efeitos do aquecimento global em África.
 
O relatório intitulado: "África: com água até ao pescoço?", apoia-se nos modelos de investigação do Hadley Centre for Climate Prediction and Investigation, do Reino Unido.
 
O modelo matemático usado permite concluir que a percentagem da superfície terrestre afectada por seca extrema passou de um para três por cento em menos de uma década, e prevê-se ainda que os números aumentem para oito por cento até 2020 e para cerca de 30 por cento em 2090.
 
Em 2090, metade da superfície da Terra será afectada por seca moderada, severa ou extrema, prevendo-se também que os períodos de seca aumentem a sua duração.
 
A Europa, América do Norte, Rússia, Ásia Central, Norte e Sul de África, Amazónia e América Central são algumas das regiões do globo referidas no relatório que sentirão os efeitos da seca em áreas de cultivo de cereais.
 
Por outro lado, as regiões do centro e Este do continente africano, assim como as regiões costeiras da África Ocidental, a China e Ásia Oriental são alguns dos pontos que se tornarão mais húmidos.
 
Quanto ao aumento da temperatura média do planeta, o relatório refere que o continente africano está hoje 0,5ºC mais quente que há cem anos atrás, o que provoca uma pressão acrescida sobre os recursos hídricos. 
 
Todos estes factos fazem prever que em meados deste século o mundo se veja confrontado com a realidade dos refugiados ambientais.
 
O relatório considera que África é "provavelmente o continente mais vulnerável aos efeitos negativos das alterações climáticas", devido a factores como a pobreza, conflitos, doenças, os problemas governamentais, a dívida aos países ricos, entre outros. 
 
O FUTURO
 
Promover a agricultura sustentável deveria tornar-se uma prioridade para África, uma vez que as estimativas apontam para uma redução em 10 por cento nas colheitas, em consequência das alterações climáticas.
 
No Sudão, por exemplo, estima-se que o milho tenha quebras na produção até 76 por cento, e o sorgo, uma planta usada para produzir farinha, poderá sofrer quebras até 82 por cento.
 
Em África, 70 por cento da população activa depende da agricultura como meio de subsistência, uma actividade que contribui para 40 por cento do Produto Interno Bruto do continente.
 
Por outro lado, as chuvas instáveis e os seus efeitos negativos para as colheitas são responsáveis pelo agravamento dos casos de subnutrição, o que acelera os efeitos negativos das doenças. 
 
Estima-se que no final do século na África subsahariana possam vir a morrer 182 milhões de pessoas em consequência de doenças associadas às alterações climáticas. 
 
A Oxfam recomenda ainda à comunidade internacional que adopte "medidas urgentes" que permitam combater "a ameaça das alterações climáticas ao desenvolvimento humano em África". 
 

Limitar as emissões de gases com efeitos de estufa dos países ricos; alargar o Protocolo de Quioto com o objectivo de reforçar os esforços internacionais depois de 2012; apoiar a adaptação às alterações climáticas, um processo com custos gerais estimados entre os 10.000 milhões e os 40.000 milhões de dólares por ano, dar poder às comunidades pobres para que sejam parte da solução no combate às alterações climáticas e combater a pobreza são as principais recomendações apresentadas no relatório, que pode ser consultado no site da Oxfam, em inglês.

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publicado por bali às 00:07
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